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Arte e memória

Atualizado: 25 de fev. de 2022

Querido leitor,


O texto de hoje não trata sobre nada formal em relação à arte, é mais uma reflexão pessoal. Eu adoro relembrar coisas que já aconteceram, guardo algumas memórias com muito carinho. Acredito que meu gosto por revisitar o passado, ainda que brevemente, se intensifica muito nestes períodos de final de ano, repleto de datas comemorativas, e de início de um ano novo, pois me parece até que os ares ficam cheios de expectativas. Fico super nostálgica pensando em todas as experiências que compartilhei com meus familiares naquele ano e nos anteriores e também um pouco ansiosa pelas experiências que virão.


Minha mãe, sem perceber ou sem ter a intenção, me ensinou que registrar os momentos que vivemos é, provavelmente, uma das melhores coisas que podemos fazer por nós mesmos e pelas pessoas que estão ao nosso redor. Embora possa ser chato uma pessoa que fica fotografando tudo, principalmente quando estamos comendo em uma festa de família, por exemplo, nada se compara àquela sensação de sentar no sofá e folhear um álbum repleto de fotos antigas. Portanto, aproveito esse espaço aqui para agradecer a todos que se dão o trabalho de registrar a nossa existência, independentemente da maneira com que fazem isso. Agradeço também à minha querida psicóloga, que é a segunda maior incentivadora do meu vício de guardar recordações.


Nesse sentido, um dos meus aspectos favoritos da arte é justamente o fato de que ela nos permite preservar memórias. Lembranças pessoais, lembranças de uma comunidade, de um país ou do mundo inteiro. Cada uma delas tem um valor imensurável, principalmente para o futuro, e podemos guardá-las não somente por meio de fotografias, mas também por textos, filmagens, pinturas, esculturas e o que mais der na telha.


Outra coisa que eu também adoro pensar é como as obras artísticas nos mostram perspectivas. Recentemente, estava lendo o livro “Garoto devora universo”, de Trent Dalton, e o personagem disse algo que me chamou muito a atenção: ele comentava sobre o fato de que pessoas diferentes, sentadas na mesma mesa, dividindo a mesma refeição, vão reparar em coisas distintas e vão se lembrar daquele momento compartilhado de maneira individual. Isso pode parecer óbvio, mas acredito que nunca tinha pensado nisso tão profundamente. Por esse motivo, ainda mais precioso do que somente registrar os acontecimentos, é, posteriormente, ter momentos de partilha com os indivíduos que dividiram momentos preciosos com você.


Sendo assim, eu desejo que, em 2022, você, que está lendo esse texto, viva muitos momentos maravilhosos, seja na faculdade, no trabalho ou na sua vida pessoal. Além disso, desejo que você consiga guardar no seu coração (pelo menos) alguma coisinha que tenha sido positivamente marcante de cada uma das suas novas experiências. Por último, mas não menos importante, eu espero que você possa ter muitos momentos com as pessoas que você ama, criem novas memórias juntos e celebrem as antigas (vai embora COVID-19, ninguém te aguenta mais)!


Registre a sua vida da maneira que preferir, use e abuse da arte para isso, cada segundo é importante e compõe a sua identidade. Algumas coisas podem não ter um significado evidente quando estão acontecendo, mas um tempo depois você descobre que elas foram grandes “turning points''. Olhe com carinho para tudo de bom que já viveu, tenha orgulho das suas lutas e conquistas! Eu torço muito por você :)


Que seu final de ano tenha sido bom! E feliz ano novo!!!

Beijos e abraços apertados,

debs e FEA Cultural


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