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NFT- Tokens Não-Fungíveis

Atualizado: 19 de nov. de 2021

Oi pessoal! Aqui é a Nicole, e hoje queria falar um pouco sobre os NFTs e como eles se relacionam com a arte!

NFT é uma sigla para non-fungible token – ou token não-fungível (infungível). Mas você sabe o que isso realmente significa? Primeiro, é preciso compreender o conceito de fungibilidade: “São bens fungíveis aqueles que permitem sua substituição por outro do mesmo gênero, quantidade e qualidade, e infungíveis aqueles que não admitem tal substituição por ser considerado em seu todo um bem individual.” [1]

Um ativo não-fungível tem propriedades únicas e, portanto, nenhum outro é igual. Existe apenas uma Mona Lisa, por exemplo – pode haver cópias e versões, mas aquele quadro, com aquelas características e aquele valor, é único. [2]

Então, basicamente os NFTs são itens digitais exclusivos com propriedade gerenciada via blockchain. Os exemplos incluem itens colecionáveis, itens de jogos, arte digital, ingressos para eventos, nomes de domínio e até mesmo registros de propriedade de ativos físicos. [3]


Figura 01: A expansão do universo da criptoarte: A febre das NFTs

Fonte: https://a-expansao-do-universo-da-criptoarte-a-febre-das-nfts/


Quando você emite um token não fungível, está criando um token único e, então, pode linkar nesse próprio token algo que queira manter único e exclusivo. Pode ser uma obra de arte, um ativo digital de algum jogo ou até o registro de alguma coisa do mundo real, tudo isso registrado no blockchain. [1]

O blockchain é um livro de razão pública (ou livro contábil), compartilhado e imutável, que facilita o processo de registro de transações e o rastreamento de ativos em uma rede empresarial. Um ativo pode ser tangível (uma casa, um carro, dinheiro, terras) ou intangível (propriedade intelectual, patentes, direitos autorais e criação de marcas). Praticamente qualquer item de valor pode ser rastreado e negociado em uma rede de blockchain, o que reduz os riscos e os custos para todos os envolvidos. [4]

Além disso, o mercado das criptomoedas anda aquecido em 2021, com o valor do Bitcoin ultrapassando US$1 trilhão, e cada vez mais estamos aceitando que muitas das nossas posses vão deixar de ser físicas para, um dia, serem armazenadas virtualmente. Com isso, a arte digital também fica em evidência: o acesso é facilitado, assim como o contato direto com o artista, e essa proximidade atrai os compradores. [5]

A arte digital aproxima muito mais o público, pois corta quase que completamente os intermediadores, possibilitando que o artista converse diretamente com seus fãs. Além disso, tem o aspecto tecnológico, que permite o acesso global, ou seja, você não precisa ir até à galeria fisicamente para comprar seus trabalhos [2]

Mas você deve estar se perguntando: por que comprar algo que eu tenho de graça na internet? Porque comprar um NFT dá algo a mais, ou seja, a propriedade da obra. Continuando no nosso exemplo anterior: qualquer um pode comprar uma gravura da Mona Lisa, mas apenas o Louvre possui a pintura original. E assim como obras de arte tradicionais, um NFT também pode ser comprado com o objetivo de esperar que o valor suba um dia, para que ele possa ser vendido com lucro no futuro. [5]


Figura 02: NFT e Criptoarte

Fonte: https://mimimidias.podbean.com/e/042-nft-e-criptoarte-o-que-e-afinal/


Outro fator muito importante do mercado de arte digital é que é muito mais fácil verificar a veracidade da obra – é só consultar o blockchain, uma informação aberta a quem quiser ver. Já com uma obra tradicional, são anos de estudos e pareceres de especialistas até que a obra seja declarada como autêntica de um artista. [5]

O fato de itens digitais serem copiados ou replicados de maneira mais fácil faz com que, em muitos casos, os criadores não consigam lucrar com as suas obras. Assim, um código único e os registros de compra e venda fazem com que a autenticidade e a originalidade da imagem em questão sejam mantidos, beneficiando seu criador. [6]

Mas o que tem de tão interessante nisso tudo? Bom, se você é o artista, isso te impacta diretamente, uma vez que a venda é feita diretamente entre as partes, sem intermediários, como distribuidoras, galeristas, etc. Criar obras de arte como NFTs significa que o conteúdo de um artista pode ser vendido globalmente em mercados descentralizados. Além disso, existe um recurso dos NFTs que, muitas vezes, paga um percentual ao artista a cada vez que a obra é vendida ou muda de proprietário. [7]

Assim, fica claro que os NFTs já aceleraram uma tendência maior de inovação econômica digital, pois o público está se sentindo cada vez mais favorável a uma criptoeconomia. O setor de arte, por exemplo, continuará a ser um segmento importante do mercado global de NFT, e provavelmente atingirá, de forma gradual, a maturidade nos próximos anos. [8]


RECOMENDAÇÕES:

Se você se interessou pelo tema e gostaria de ver mais sobre, você pode acessar esse link para saber o passo-a-passo de como criar e comercializar um NFT do zero: https://docs.opensea.io/docs/getting-started

Para saber mais do impacto ambiental dos NFTs, que também é um assunto muito relevante, o artigo a seguir fala sobre a controvérsia climática em torno dos NFTs: https://www.sp-arte.com/editorial/qual-o-dano-ambiental-das-nfts/


FONTES:


[1] https://einvestidor.estadao.com.br/educacao-financeira/o-que-sao-nfts-criptoarte


[2] https://blog.nubank.com.br/o-que-e-nft


[3] https://opensea.io/guides/non-fungible-tokens/#What_is_a_non-fungible_token


[4] https://www.ibm.com/br-pt/topics/what-is-blockchain


[5] https://riconnect.rico.com.vc/insight/mercado-criptoarte-nft


[6] https://www.instagram.com/p/CUqmazlgXOy/


[7] https://ebaconline.com.br/blog/nft-futuro-da-arte


[8] https://tiinside.com.br/blockchain-nfts-e-um-possivel-futuro-de-mercado/


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